the farm, wide

venn · consultoria · abastecimento partilhado

um ingrediente volta quando alguém se compromete a comprá-lo.

bolota, chícharo, barbela, cuscos transmontanos. saíram de uso por mais do que uma razão, mas uma delas é simples: ninguém encomendava, por isso ninguém plantava.

o problema

um produtor planta contra uma carteira de encomendas, não contra o entusiasmo de ninguém.

uma cultura como o chícharo só fica na terra se alguém se comprometer com uma quantidade antes da sementeira. é uma época inteira de risco carregada pelo negócio mais pequeno da cadeia, e um restaurante que compra vinte quilos por ano não a move.

um restaurante sozinho não consegue escrever essa carteira. sabemos, porque temos tentado. o que temos é um piloto a funcionar com uma única quinta, dois hectares em balasar, e um conjunto de condições que um agricultor aceitou assinar.

há dinheiro europeu a deslocar-se para as culturas proteicas e para as quintas que querem mudar para elas. o capital está a chegar do lado de quem cultiva. a metade que ainda falta é a procura comprometida, e essa é a metade que um grupo de cozinhas consegue organizar.

plantago lifted from the field

tanchagem, acabada de tirar do campo

o piloto

uma quinta, dois hectares, um acordo de duas páginas.

as condições cobrem pré-pagamento, compromisso de colheita, sementeira planeada em conjunto, revisões trimestrais, e uma cláusula de perda de colheita escrita sobre o que o produtor considera justo. duas páginas, sem linguagem jurídica, algo que um agricultor assina à mesa de um café. é esse o modelo que levamos para o próximo.

o que um compromisso tem de conter

  • volume comprometido, não volume previsto
  • acordado uma época antes da sementeira, não no momento da encomenda
  • a cultura nomeada, não a categoria
  • pagamento ajustado à tesouraria do produtor e não à nossa
  • uma posição escrita sobre o ano em que a colheita falha
notebooks out in the field

cadernos no campo, maio 2025

o que trazemos

  • 01os produtores, pelo nome, e as relações que já existem
  • 02as condições, testadas numa quinta, prontas a reutilizar
  • 03o trabalho de especificação que transforma uma cultura em pratos que uma cozinha consegue executar
  • 04a evidência que um concurso ou uma acreditação consegue pontuar

para quem é

quem compra comida em volume consegue o que nós não conseguimos.

restauração coletiva

um único contrato de escolas ou de hospital compra, numa só época, mais de uma dada leguminosa do que um restaurante numa década. a proveniência já pontua nos concursos. este é o programa que transforma essa pontuação numa cultura.

grupos hoteleiros

várias cozinhas sob uma só função de compras conseguem comprometer-se com uma cultura uma época antes e distribuí-la pelos menus. nós fazemos a conversa agronómica e a papelada; o volume é vosso.

restaurantes

sozinho também não consegue escrever a carteira. com outros consegue, e as condições já estão redigidas.

começar

diga-nos o que compra, e quanto.

uma mensagem chega para começar. dizemos-lhe que culturas são realistas para o seu volume e que produtores lhe apresentaríamos.

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